sábado, 24 de setembro de 2011

o silêncio


rasgado o fulcro
esquivo-me ligeira
e escapo no vazio

farta de procura e de cansaço
 aí te encontro
 e te conheço

até que um dia
apaixonada
deito-me noiva

ardente e ávida
como se te perder
alguém pudesse

calmo, tomas a mim
 e lentamente
aprendo a tua paz

depois celebro
o raio de luz primeiro
dessa fresca manhã

antes hirta, peso e sombra
agora leve, água e solta


thirak sarita


4 comentários:

  1. Os valiosos momentos que dão vida aos nossos sentidos!
    Bjos

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  2. Simplesmente lindo!!!

    Há silêncios que dizem mais do que palavras...

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  3. que beleza de silêncio interior! beijos

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  4. Poema e autor são tão juntos,
    clima uno, beleza clara.

    beijos da El

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