quarta-feira, 6 de julho de 2011

brincadeira ( leela )


quando o último ar
 que traz a vida
o meu corpo percorresse

e esse corpo
 por qualquer razão pequena
  tentasse detê-lo
inutilmente

nada mudaria

nem o mapa das estrelas, céu da noite
calmaria
nem o sol, esse insensato
que - indiferente- brilha
nem a flor que em seu contorno
desenha a maravilha

nada no mundo
ou ninguém perceberia

quando ela se for (vida minha?)
nem eu mesma sentiria

thirak sarita


domingo, 3 de julho de 2011

no centro do furacão



no centro do furacão existe um buda

no agora
onde o vento dorme

suspenso
onde tudo espera

vazio
onde o silêncio mora

em paz
onde se encontra Deus


thirak sarita


foto cedida por eliana mora

sexta-feira, 1 de julho de 2011

sobre o amor


O amor não é uma ação; não é uma coisa que você faça. Se você faz, não é amor. Nenhum fazer está envolvido no amor; ele é um estado de ser, não uma ação. Também não é uma questão de tempo. Se você pode ser amoroso em um simples momento, isso é o suficiente, porque você nunca tem dois momentos juntos. Somente um momento é dado. Quando um é perdido, um segundo é dado. Você tem somente um momento com você. Se você sabe como ser amoroso em um único momento, você conhece o segredo.

Osho
(O Livro dos Segredos- vol 2)

terça-feira, 28 de junho de 2011

o vôo do buda


                                                                                no  sitio  leela

era um passarinho que caminhava
mesmo podendo voar

até o dia em que ele ouviu: voa!
e ganhou o céu porque acreditou .

primeiro ele dançou
como só um passarinho pode dançar
desenhando no ar a forma do infinito

depois,cheio de gratidão
ele partiu

voando muito alto, desapareceu no azul do céu

alguns dizem que se dissolveu nas nuvens
outros, que virou estrela
mas há quem garanta que ele se tornou o próprio Deus


thirak sarita


sexta-feira, 22 de abril de 2011



todos os caminhos levam para lá, onde as línguas se misturam sem fronteiras que demarquem, onde os opostos se anulam num campo neutro de forças, onde o branco não é nada sem o negro em contraponto, onde nem a luz existe porque o escuro se foi, onde dor e riso vão juntos na imensa paz que ficou - êxtase da suprema entrega, onde o rio mergulha no mar e nele se transforma

thirak sarita 

quarta-feira, 6 de abril de 2011

da minha janela

                                                                                      
vejo Deus


thirak sarita